25 anos olhando para o futuro: a experiência de Robson Martins na evolução dos pisos industriais

Antes de falar sobre tecnologia, é preciso falar sobre experiência.

Robson Martins é engenheiro civil e atua há 25 anos no mercado de pisos e revestimentos industriais. Ao longo dessa trajetória, construiu uma carreira que combina conhecimento técnico, gestão comercial e uma visão cada vez mais estratégica sobre o desenvolvimento da indústria.

Hoje, como Gerente Comercial da Total Revestimentos Industriais, está à frente da estratégia comercial, do desenvolvimento de mercado, do relacionamento com clientes e de parcerias em diferentes segmentos industriais. Sua atuação também envolve o suporte técnico-comercial para sistemas de pisos industriais e o desenvolvimento de soluções de alto desempenho.

Durante seis anos, atuou como conselheiro do CREA-MS, experiência que ampliou sua participação no universo da engenharia e das práticas profissionais do setor.

Mas talvez o aspecto mais interessante de uma trajetória de 25 anos seja aquilo que não aparece apenas no currículo: a capacidade de perceber como um mercado muda enquanto se está dentro dele.

E, para Robson, a evolução dos revestimentos industriais não aconteceu simplesmente pela criação constante de novos produtos. Ela aconteceu, principalmente, pela capacidade de aperfeiçoar aquilo que já existe.

A tecnologia nem sempre está em criar algo novo

Quando questionado sobre o que mudou na tecnologia dos revestimentos nos últimos anos, Robson chama atenção para uma evolução menos óbvia.

Na sua visão, a grande transformação está na melhoria dos produtos existentes: manter o desempenho, mas tornar os materiais mais fáceis de trabalhar e menos sensíveis às variações de temperatura e umidade.

É uma mudança que pode parecer incremental, mas que, na prática, interfere diretamente na aplicação e na rotina de uma obra.

Um produto pode ter excelente desempenho. Mas se sua aplicação for excessivamente sensível às condições do ambiente, o desafio continua existindo.

É justamente nessa combinação entre desempenho e trabalhabilidade que Robson identifica uma parte importante da evolução tecnológica.

E há um exemplo dentro da própria Total que representa essa busca: o TOTAL SUBZERO®, desenvolvido para ambientes que necessitam de aplicação em temperaturas negativas.

Para Robson, o produto representa justamente essa união entre desempenho e trabalhabilidade, uma solução desenvolvida para uma condição específica da indústria.

A indústria evolui quando surge um problema que precisa ser resolvido

Existe uma característica marcante na maneira como Robson enxerga a inovação: ela não acontece isoladamente.

Para ele, as grandes transformações da indústria surgem a partir de necessidades especiais, desafios que colocam diferentes profissionais em torno de um mesmo problema. Foi nesse processo de transformação que os Revestimentos de Alto Desempenho (RAD) ganharam espaço.

Segundo Robson, essa evolução continua acontecendo, especialmente diante da quantidade e da qualidade das resinas disponíveis atualmente. O avanço, portanto, não está apenas na tecnologia em si. Está também na capacidade de utilizá-la para responder às condições cada vez mais específicas encontradas dentro das indústrias.

A régua está subindo

O futuro, para Robson, não parece ser uma disputa apenas por novos produtos. O mercado está cada vez mais competitivo e, na sua visão, essa concorrência acontece em um nível cada vez mais elevado. Isso aumenta a exigência sobre quem desenvolve soluções para a indústria.

A questão passa a ser como produzir materiais cada vez melhores, mas também economicamente mais viáveis. É nesse ponto que o custo-benefício ganha importância.

Não se trata simplesmente de buscar o menor custo, mas de encontrar o equilíbrio entre desempenho, aplicação e investimento. Afinal, uma solução industrial precisa responder às exigências técnicas sem deixar de fazer sentido dentro da realidade econômica da operação.

Pesquisa é o que mantém o mercado em movimento

Para Robson, existe uma certeza quando se pensa em evolução: o mercado não vai parar.

E, justamente por isso, uma empresa de revestimentos também não pode parar de pesquisar.

A pesquisa, em sua visão, é a base para descobrir novas matérias-primas, desenvolver novas formulações e buscar continuamente esse equilíbrio entre desempenho e custo-benefício.

É uma perspectiva que ajuda a explicar por que a tecnologia dos revestimentos não pode ser tratada como algo pronto.

A indústria muda. Os processos mudam. As exigências mudam. E as soluções precisam acompanhar esse movimento.

Quando o revestimento passa a fazer parte da produção

Em determinados segmentos industriais, o desempenho do revestimento deixa de ser apenas uma questão de infraestrutura e passa a estar diretamente relacionado à continuidade da operação.

Robson cita especialmente os ambientes alimentícios, que possuem exigências sanitárias elevadas, além de operações submetidas a agressividades químicas, térmicas e físicas.

Nesses ambientes, a tecnologia precisa responder a uma pergunta muito prática:

“Como fazer com que a indústria possa continuar produzindo? ”

É aí que entram os sistemas desenvolvidos para suportar essas condições, com capacidade de desempenho diante das agressividades encontradas e, ao mesmo tempo, possibilidade de liberação para uso no menor tempo possível.

Mais uma vez, a tecnologia aparece não como um fim, mas como uma ferramenta para resolver uma necessidade operacional.

O futuro é a evolução

Talvez a frase mais curta de Robson seja também uma das que melhor resumem sua maneira de enxergar a engenharia:

“Como entusiasta, não existe nada mais estimulante do que a evolução. Ficar parado no mesmo lugar é entediante. ”

Depois de 25 anos acompanhando o mercado, essa visão ganha outro significado.

A experiência não o levou a acreditar que já existem todas as respostas. Pelo contrário: quanto mais a indústria evolui, mais específicos se tornam os desafios.

Por isso, quando perguntado sobre qual tecnologia desenvolveria hoje para resolver um problema da indústria, Robson começa com uma provocação:

“Boa pergunta! ”

E a resposta vem justamente da experiência.

Não existe uma fórmula única. Não existe uma tecnologia capaz de solucionar todos os problemas.

Os ambientes industriais são diferentes, as necessidades são diferentes e a própria evolução do setor faz com que novos desafios continuem surgindo.

É por isso que, para Robson, esse assunto nunca termina.

E talvez seja justamente essa a essência de quem trabalha há 25 anos olhando para a indústria: entender que experiência não significa ter todas as respostas, mas saber que cada novo desafio pode exigir uma nova maneira de pensar.

Na Total, essa visão faz parte da experiência que existe por trás das soluções.

25 anos de mercado. Engenharia, gestão e conhecimento técnico. E uma certeza: a indústria continua evoluindo e quem trabalha para ela também precisa evoluir.

Conheça Robson Martins

A trajetória de Robson reúne engenharia, gestão comercial e 25 anos de experiência no mercado de pisos e revestimentos industriais.

Na entrevista completa, ele fala sobre tecnologia, pesquisa, evolução e os desafios que estão moldando o futuro dos revestimentos industriais.

Leia à entrevista completa e conheça a visão de quem acompanha essa evolução de perto.

PERGUNTAS:

ROBSON MARTINS — TECNOLOGIA E FUTURO

  • O que mudou na tecnologia dos revestimentos nos últimos anos? 

Resposta: A grande evolução está na melhora dos produtos já existentes, não na criação de novos produtos, manter o desempenho melhorando a trabalhabilidade, de forma que o produto possa ser mais fácil de aplicar com menor sensibilidade a temperaturas e umidades.

E claro não podemos esquecer no nosso TOTAL SUBZERO®, desenvolvido para ambientes com necessidade de aplicação em temperaturas negativas, um verdadeiro sucesso, unindo desempenho e trabalhabilidade.

  • Qual tecnologia você acredita que mais transformou a indústria? 

Resposta: Quando falamos em transformação na indústria, não podemos esquecer que elas acontecem por necessidades especiais, algo que une os profissionais em torno de um desafio em que todos ganham.

Acredito que a maior transformação na indústria foi a inserção dos Revestimentos de Alto Desempenho (RAD), que vem acontecendo até os dias atuais, principalmente pela quantidade e qualidade das resinas existentes.

  • O que você acha que veremos nos próximos anos? 

Resposta: O mercado está ficando cada vez mais concorrido, uma concorrência de alto nível, a régua está subindo, o que nos obriga olhar para o custo-benefício, produzir melhores materiais com menores custos. 

  • Por que uma empresa de revestimentos precisa continuar pesquisando? 

Resposta: O mercado é uma evolução constante, não vai parar, quem parar vai ficar de fora, e a pesquisa é a base da evolução, é através da pesquisa que descobrimos as melhores matérias primas e formulas, buscando o equilíbrio do custo-benefício.

  • Como a tecnologia pode ajudar uma indústria a não parar? 

Resposta: O não parar da indústria está ligado a produção, cada vez mais exigente, principalmente nos ambientes alimentícios, que possuem uma alta exigência sanitária e ambientes com severas agressividades químicas, térmicas e físicas.

É aí que entramos, desenvolvendo produtos que consigam performar nessas agressividades, liberar para o uso no menor tempo possível e tenha ótima trabalhabilidade.

  • O que mais te entusiasma quando pensa no futuro da engenharia? 

Resposta: A evolução, como entusiasta não existe nada mais estimulante do que a evolução, ficar parado no mesmo lugar é entediante.

Fechamento:
“Se você pudesse desenvolver hoje uma tecnologia para resolver um problema da indústria, qual seria?”

Resposta: Boa pergunta!

Essa pergunta é realizada em quase toda reunião de planejamento estratégico, e o grande dilema é que não existe uma formula única, uma tecnologia única, para resolução dos problemas, os ambientes são tão diversificados e com uma evolução tão grande que esse assunto tema nunca acaba.

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